Escola espaço para fazer e criar - Arte... EDUCAÇÃO!!! ARTE UMA FORMA DE AMAR. AMOR, EDUCAÇÃO SÃO COMPANHEIROS, PARCEIROS NO SENTIDO DE EDUCAR.

domingo, 11 de outubro de 2009

Crianças são sempre crianças.































Crianças, são o futuro do amanhã,
frases feitas no senso comum, todo mundo diz,
e o que elas pensam, ninguém pergunta, não
querem saber, pra ser futuro não precisa esperar
o amanhã, basta esperar o pós presente... que não será
necessariamente o amanhã, mas pode ser hoje......um segundo.

Maria Francisca

Criança, ser natural, como Deus
fez o mundo tudo, igual,
apenas o homem com semelhança diferente
e mente que pode ser intelectual,
a criança existirá nele para sempre...

Maria Francisca







Adicionar imagem

Festividades dia das crianças...felizes??!!!!











CRIANÇA FELIZ, FELIZ A CANTAR,
ALEGRE EMBALAR SEU SONHO PROFUNDO
OH, MEU BOM JESUS QUE A TODOS CONDUZ,
OLHAI AS CRIANÇAS DO NOSSO MUNDO......Assim Seja...

maria francisca

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sequencia Didática

Ciências

Sequência Didática Ensino Fundamental I

A água no cotidiano

Planeta Sustentável

Bloco de Conteúdo
Ciências Naturais

Conteúdo
Educação Ambiental

Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.

Este plano de aula inicia uma série de cinco propostas para trabalhar com a questão hídrica no ensino Fundamental. Serão abordados aqui, sob o ângulo da sustentabilidade e do consumo consciente, a origem, composição e distribuição da água e seus caminhos pela natureza, essenciais para compreender sua importância: sem ela, não seria possível a vida na Terra.

Objetivos
• Identificar a presença da água no cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à vida no planeta.
• Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele promovidas pelas atividades humanas.

Conteúdos
Água: distribuição, usos e consumo e ciclo da água

Ano
1º ao 5º

Tempo estimado
Quatro aulas

Desenvolvimento das atividades
Primeira aula
De onde vem a água? Como ela chega até as nossas casas, pronta para o consumo? Como a utilizamos? Como podemos economizá-la, evitando o risco de o recurso faltar no futuro? Essas questões podem ser o ponto de partida para planos de estudo, projetos ou sequências didáticas sobre a questão da água.

Pode-se propor, de início, que os alunos elaborem, em pequenos grupos, listas com o uso da água em suas atividades diárias: para beber, tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos e o rosto, cozinhar, lavar objetos etc. Conversando entre si, podem descobrir também outros usos não diretamente ligados ao seu próprio cotidiano, como o agrícola e o industrial. Peça que todos mostrem os trabalhos à turma e discuta os resultados, destacando a presença e a importância da água em praticamente tudo o que fazemos. Aproveite e assinale, também, que ela é essencial ao organismo humano porque ajuda a regular a temperatura do corpo e a diluir ou transportar substâncias.

Segunda aula
As turmas podem iniciar esta aula assistindo ao vídeo Saber sobre a água, da Universidade de São Paulo. Como ele também mostra aspectos do ciclo da água na natureza e sua presença na superfície terrestre (rios, lagos e mares) e na atmosfera, pode-se aproveitar para conversar sobre isso com os estudantes. Estimule-os a falar sobre aspectos climáticos que já tenham observado, como os períodos de maior ou menor precipitação, que denotam padrões sobre a presença da água. Assinale que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem a água nos três estados (sólido, líquido e gasoso). Ao final da aula, eles podem fazer representações em desenhos, textos ou colagem de figuras sobre os caminhos da água, sem a preocupação com a precisão sobre termos e processos neste momento.

Terceira e quarta aulas
Dedique as duas últimas aulas à preparação e à exposição dos resultados finais. Com base no que já foi visto, proponha aos estudantes o debate sobre formas de economizar e utilizar adequadamente a água (a reportagem “Poluição e desperdício reduzem a água disponível no Brasil” tem dados sobre usos e consumo no Brasil – ver indicação no final desse plano). Esclareça que, para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la.

Organizado em pequenos grupos, o pessoal pode elaborar folhetos com dicas para economizar água. Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho. Chame a atenção dos estudantes para as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos. Os alunos podem desenhar ou colar figuras e desenhos para ilustrar o folheto, que pode ser distribuído a outras turmas da escola e à comunidade.

Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Como a sequência didática é um conjunto articulado de aulas e atividades, registre a participação dos estudantes nas diferentes etapas e nos trabalhos individuais e coletivos. Examine a produção de textos, painéis, desenhos e outros trabalhos realizados por eles. Se necessário, promova debates ou atividades individuais para examinar o que os estudantes aprenderam neste percurso.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ao Professor esta homenagem...






































Carinho, dedicação Ao longo de tua caminhada tu guiaste nosso caminho... Mostraste-nos a cada momento compreensão, luta, paciência, inteligência e dedicação. E diante disso carregamos juntos
na bagagem da vida o ensinamento eterno
Nesse dia especial desejamos: sucesso e
que a tua estrela continue sempre brilhando... Não sei o que combina mais contigo,
Uma poesia, um livro, uma pintura,
Sinceramente fico pensando
No que deve dar alegria
A alguém que é objeto da alegria de tantos.

Na verdade, o professor de verdade,
É aquele que prefere dividir o que possui,
Do que ter somente para si.

O verdadeiro mestre, sente-se feliz
Quando percebe que o caminho que
Ele abriu tem sido trilhado por muitos.
O mestre tem a sua realização no aprendizado
Do pupilo, da passagem da experiência.

É por isso que meras palavras
Não podem recompensar
A alguém que optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.

Chamo-te somente mestre, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz, está em suas mãos,
Em seu coração, em seu olhar.

Que bom que existe um dia
Reservado só para você!
Obrigado por sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, você nunca desiste.
Você é muito importante,
Espero que você seja sempre assim.

Professor, sempre professor....

Seja onde estiver ensinar é o seu dever
uns ensinam ensinando, outros ensinam
por prazer,
seja novo, seja velho ele cumpre a sua missão
porque esse dom está guardado dentro do seu
coração,
O professor só não pode esquecer
que ele é o exemplo maior
daquelas crianças e jovens que estão ao seu redor,
por isso, professor, preste muita atenção,
a disciplina, o respeito, gera compreensão
agarre, vista esta camisa , para o bem da nação
por que na escola está o futuro de um mundo maior
por isso, os preparem para serem cada vez melhor...

Parabéns , parabéns, parabénsssssssss!!!!!!!

Professora: Maria Francisca


Mãezinha adorada para sempre.


*** FELIZ DIA DAS MÃES!!! ***

MÃE...
Mãe carinhosa e dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe de todos nós, mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de jesus e mãe nossa.
Mãe, simplesmente mãe!

sábado, 3 de outubro de 2009

Promover o sucesso na Educação
Promover o sucesso
faz parte da Educação
seja do aluno,
do professor eis aí a questão
para que um tenha sucesso o outro tem que ter também,
pois faz parte de uma estratégia, onde os dois
tem que se dar bem,
um é o sucesso do outro é
assim que tem que ser
pra que todo o grupo cresça
e poder vencer.
Esta é a Educação do povo brasileiro eu te amo meu Brasil
e meus alunos guerreiros...

Maria Francisca



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Interior....










Morar no interior é muito bom e gostoso
mas o povo as vezes acostuma e quase fica
preguiçoso.
Morar no interior faz bem
e as vezes faz mal também
a fofoca corre a solta
dá muita volta aqui e ali
fala muito, fala pouco vai
daqui e vai dali.
O povo muito se enfeita
na festança é tudo igual
se empluma se arruma parecendo
que é natal
A vida aqui é tranquila
muito pouco atormentada
a vida aqui as vezes também pode ser engraçada
Nas ruas andam solta, toda aquela molecada
fazendo peripeças, também dando gargalhadas
Na escola e na rua vão aprendendo uma lição
Que a vida as vezes é dura não é moleza não
que um dia irão embora o seu futuro preparar
porque numa cidade pequena não tem como estudar
fazer faculdade não é sonhos de todos não
porque as dificuldades ficam ali no fogão
uns só tem o que comer e precisa trabalhar
para o seu sustento e a família cuidar
outros vão embora, em outra cidade vão morar
depois mais tarde voltando para poder casar
enfim, essa é a realidade de todo interior
mas, uma coisa é certeira, todos se amam
e tem valor, porque impera o respeito
de um povo quase trabalhador,
que repara somente no sustento
de fome não passar,
e talvez estudar seus filhos ou
educá -los para o lar.

Maria Francisca

Felicidade





Felicidade foi se embora e a saudade do meu peito
inda agora e é por isso que eu gosto lá de fora
porque sei que a falsidade não vigora.

A minha casa fica lá de trás do mundo onde vejo
num segundo tudo começa a cantar,
meus pensamentos parecem uma coisa a toa
e como é que a gente boa, lá, lá, lá, lá, lá...

Felicidade... ...

Mensagem Reflexiva



" A fortuna pode enriquecer o homem materialmente, mas, se ele não enriquece também sua inteligência, a vida continuará misérrima.

C.B Gonzalez Pecotche

As vezes, pode mais a força de um sentimento que a de mil pensamentos juntos."

C.B Pecotche

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Língua Portuguesa

Sequência Didática Ensino Fundamental II

Editoriais de jornais - marcas linguísticas de locutor e interlocutor

Bloco de Conteúdo
Língua Portuguesa

Conteúdo
Leitura

Objetivos
Refletir sobre acontecimentos locais, nacionais e internacionais
Estabelecer relações entre gêneros jornalísticos dentro de um jornal
Reconhecer marcas linguísticas de locutor e interlocutor em editoriais de jornal
Praticar a escrita de editoriais com diferentes registros linguísticos

Conteúdos específicos
Variantes linguísticas
Gêneros jornalísticos

Anos 5º ao 9º

Tempo estimado 15 aulas

Material necessário
- Jornais recentes, sendo que ao menos um deles tenha as notícias organizadas em cadernos, como os de grande circulação.
- Originais e cópias de notícias de jornais que sejam polêmicas e com temáticas próximas dos alunos.
- Originais e cópias de editoriais que tragam temáticas ao mesmo tempo polêmicas e próximas dos alunos, retirados de jornais que tenham públicos-alvo diferentes. Se possível, que sejam sobre um mesmo assunto.

Desenvolvimento
Preparação
Com uma semana de antecedência, peça aos alunos que acompanhem os noticiários e, durante esse período, estimule-os a reportar, na sala, as notícias que estejam vendo.

1ª etapa
Ao iniciar as atividades em sala, convide os alunos para falar sobre os acontecimentos locais, do Brasil e do mundo, que os jornais publicaram como notícias ou reportagens. A ideia não será apenas buscar informações, mas também discutir os assuntos desses textos. Em seguida, mostre à sala os cadernos do jornal, chamando a atenção para seus títulos. Pergunte aos alunos quais notícias recentes, a partir dos noticiários que viram, poderiam ser publicados em cada editoria do jornal. Organize essas informações na lousa e peça para anotarem.

2ª etapa
Leia para os alunos uma das notícias que você trouxe. Então, com perguntas como: “o que acham?” ou "quem é a favor disso?", promova um pequeno debate e ajude-os a perceber os temas que podem ser discutidos a partir daquela notícia. Mostre também que, quando discutimos um tema, começamos a tomar posicionamentos e a tentar defender nossas opiniões. Em seguida, apresente as outras notícias que você trouxe e, a partir do título de cada uma, discuta em qual dos cadernos de um jornal elas poderiam ter sido publicadas. Comente também, rapidamente, a presença de elementos como subtítulo, nome do autor do texto, foto e legenda, entre outros. Lembre-se que todas essas notícias devem ser mostradas em seus suportes originais, ou seja, a própria folha do jornal. Isso é importante para os alunos tomarem contato com a diagramação original do veículo, o que pode suscitar reflexões como o maior ou menor destaque dado à notícia, a presença de propagandas e as relações entre esses e outros elementos no corpo da página. Por motivos práticos, no entanto, a página pode ser cortada para a confecção das cópias.

Divida, então, a sala em grupos de 3 ou 4 alunos e divida as notícias entre eles. Depois de ler o texto, os grupos deverão fazer uma lista de temas que possam ser discutidos a partir daquela notícia e, além disso, formular o posicionamento do grupo com relação a um dos temas. No final, cada grupo apresenta para a sala sua notícia, os temas e os posicionamentos.

3ª etapa
Explique aos alunos que os jornais também costumam ter uma parte dedicada a textos de opinião e que, entre eles, há os editoriais, que apresentam a opinião da empresa responsável pelo jornal. Mostre, em veículos diferentes, onde eles são publicados. Depois, distribua aos alunos cópias de dois editoriais de jornais que tenham públicos-alvo de diferentes níveis de renda, e que, se possível, sejam sobre um mesmo assunto. Peça para os alunos lerem e, depois, faça uma leitura compartilhada dos textos para levantar, com a turma, elementos como: de que notícia os editoriais tratam, que posicionamentos assumem e como os defendem.

Em seguida, pergunte aos estudantes se eles perceberam diferenças na escrita de cada um dos editoriais. Faça junto com a turma um levantamento dos recursos de linguagem presentes em cada texto, como: nível de formalidade das expressões e do vocabulário; uso de palavras mais técnicas, próprias do assunto tratado ou de termos mais populares; presença ou não de registro próximo da oralidade; uso de frases longas ou curtas. Crie um quadro com itens como esses, onde também apareçam exemplos de usos de cada um dos textos.

No caso dos editoriais, uma sugestão é apresentar como exemplos um do jornal Folha de S. Paulo e o outro do jornal Agora São Paulo. O interessante é perceber que ambos pertencem à mesma empresa, o Grupo Folha, o que pode permitir a discussão de questões a respeito da imagem que tem de seus interlocutores em cada jornal e sobre se há relação entre o posicionamento defendido no editorial de cada publicação e o público ao qual cada jornal se destina. Uma sugestão é analisar a cobertura da morte de Michael Jackson

4ª etapa
Ajude a turma a perceber, também, as semelhanças entre os dois textos, como a ausência do nome do autor e de uso de primeira pessoa. Discuta essas características para buscar hipóteses que as justifiquem. Registre na lousa e peça que os alunos também anotem as conclusões a que chegaram. Traga para a sala outros exemplos de editoriais que possam comprovar as características percebidas.

5ª etapa
Coloque, agora, os alunos na posição de redatores de editoriais de um jornal popular. Traga para a sala um editorial de um veículo voltado para um público mais escolarizado e peça-lhes que reescrevam o texto em versão popular. A atividade inversa também é possível.

Avaliação
Além de observar o envolvimento dos alunos em todo o processo, revise os textos com atenção e verifique se os alunos assimilaram a estrutura do gênero e as marcas linguísticas que caracterizam sua produção levando em conta cada público leitor.

Língua Portuguesa

Prática pedagógicaProdução de textos

Sequência Didática Ensino Fundamental II

Ensine a turma a fazer relações entre textos com opiniões diferentes

Bloco de Conteúdo
Língua Portuguesa

Conteúdo
Produção de textos

Objetivos
• Identificar posições distintas relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
• Identificar argumentos empregados na sustentação de um ponto de vista.
• Avaliar a pertinência dos argumentos apresentados.
• Produzir uma carta do leitor sobre uma matéria jornalística.

Conteúdos
• Leitura de textos argumentativos.
• Produção de texto argumentativo.

Anos
8º e 9º

Tempo estimado
Cinco aulas.

Material necessário
• Cadernos.
• Folha pautada para produção de texto.
• Lápis.
• Cópias dos dois textos de especialistas publicados no jornal O Estado de São Paulo de 27 de janeiro de 2008 na seção “A questão é”.

VOCÊ É A FAVOR DA PROIBIÇÃO DE JOGOS
ELETRÔNICOS COM TEMAS VIOLENTOS?

SIM – Se queremos combater a violência, temos que lidar também com suas causas e uma delas pode ser esse tipo de jogo eletrônico. Por propiciar uma participação ativa do jogador na criação da violência, a influência que ele exerce sobre as pessoas é muito maior que a de filmes ou programas de televisão, por exemplo. Existem pessoas que são mais suscetíveis a essa influência. Aquelas com personalidade limítrofe ou compreensão limitada podem confundir jogo e realidade. Como crianças que assistem ao desenho do Homem-Aranha e depois agem como se realmente fossem o super-heroi. Todos nós – mesmo os considerados normais – interiorizamos essa violência, ainda que de forma controlada. Mas em uma situação em que nosso controle é diluído, com o uso de álcool ou drogas, por exemplo, um comportamento agressivo pode aflorar. Uma sociedade tolerante à violência como a brasileira, em que há muita impunidade, é um complicador. Mesmo sem uso de drogas o jovem pode se tornar violento por acreditar que vá ficar impune.

Içami Tiba, psiquiatra e educador

NÃO – Sou contra, pois não acredito que esses jogos, por si mesmos, gerem violência. Quando o Counter-Strike foi lançado, em 2000, levantou-se essa mesma polêmica e, oito anos depois, não se percebeu aumento da agressividade associado ao jogo. A forma lúdica de lidar com a violência, brincadeiras que envolvem uma dicotomia entre bem e mal são anteriores à era eletrônica. Há muito tempo que as crianças brincam de polícia e ladrão e o fato de uma pessoa interpretar um bandido não quer dizer que ela seja má ou vá se tornar má. É verdade que o jogo eletrônico desperta uma série de sensações no usuário, pois os gráficos têm um realismo muito grande. É quase como vivenciar aquilo na vida real. A forma como a pessoa vai reagir a esse estímulo varia, mas o que percebemos é que, em geral, a utilização do jogo é muito mais catártica, ou seja, funciona como uma válvula de escape que permite vivenciar um conteúdo violento, num ambiente de simulação seguro. Acaba sendo algo saudável. Além disso, a proibição contribui para despertar a curiosidade e tornar o proibido ainda mais atrativo.

Erick Itakura, núcleo de pesquisa da psicologia em informática da PUC-SP

Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie a atividade propondo aos alunos que escrevam uma carta para a Seção “Carta do Leitor”, mantida por um jornal da cidade. A correspondência deve expressar a opinião do aluno sobre uma matéria que o jornal publicou e que lhe diz respeito: a recente proibição de jogos eletrônicos com temas violentos sob a alegação de que poderiam prejudicar a formação dos adolescentes. Explique que, para escrever sua carta ao jornal, eles devem antes ler e analisar a matéria mencionada, que apresenta a opinião de dois especialistas.

2.ª etapa
Apresente os textos do jornal e peça que façam uma leitura individual.

3.ª etapa
Solicite aos estudantes a formação de grupos em trios. Eles deverão identificar os quatro argumentos que o autor do texto “SIM” empregou para justificar a concordância com a proibição.

4.ª etapa
Convide um grupo a apontar um argumento, em seguida outro até que os quatro argumentos tenham sido identificados. Verifique se os alunos reconheceram os seguintes pontos:

1) No caso dos jogos eletrônicos, o jogador tem uma participação mais ativa na construção da violência do que a que ocorre quando ele assiste à TV.
2) Algumas pessoas são mais propensas a confundir jogo e realidade e podem se deixar influenciar pelo conteúdo violento do jogo.
3) Mesmo que de forma controlada, as pessoas interiorizam a violência presente nos jogos eletrônicos e, em momentos em que o autocontrole está comprometido, um comportamento agressivo pode aflorar.
4) A pessoa pode manifestar-se de forma violenta por julgar que ficará impune.

5.ª etapa
Estimule os alunos que concordam com o primeiro argumento a manifestar-se oralmente. Eles podem reforçar a ideia com exemplos e outros dados. Em seguida, identifique os que discordam do primeiro argumento e peça que se manifestem, apresentando fatos que rebatam esse conteúdo. Repita o procedimento com os demais argumentos. Avalie se a classe reconhece que o argumento 4 ultrapassa a questão dos jogos eletrônicos. Se necessário, auxilie a classe a chegar a essa conclusão.

6.ª etapa
Aproveitando os trios formados anteriormente, peça que seus componentes identifiquem em conjunto os quatro argumentos empregados pelo autor do texto “NÃO”.
Convide os grupos que não se manifestaram a apontar um argumento cada um. Verifique se eles reconheceram os seguintes pontos:

1) O jogo Counter-Strike, lançado em 2000, não acarretou um aumento de violência nos oito anos que se seguiram.
2) A forma lúdica de lidar com a violência é anterior à era eletrônica e não torna uma pessoa violenta.
3) O jogo eletrônico conta com um realismo muito grande, o que permite vivenciar a situação de violência em um ambiente seguro de simulação, assim ele funciona como uma válvula de escape.
4) A proibição desperta a curiosidade pelo proibido.

7.ª etapa
Repita o procedimento indicado na 5.ª etapa. Também aqui avalie se a classe compreende que o quarto argumento ultrapassa a discussão do videogame considerado violento, abrangendo proibições em geral.

8.ª etapa
Neste momento, você vai conduzir os alunos a um aprofundamento da análise dos dados levantados. Isso é possível porque, além das posições explicitamente antagônicas em relação à proibição de certos jogos eletrônicos, os dois textos apresentam posições divergentes em relação a um mesmo argumento. Em outras palavras, seus autores se utilizam da mesma ideia para justificar posições contrárias. Para ajudar os alunos nessa interpretação, indague: o que cada autor defende a respeito da relação entre realidade e fantasia?
Verifique se a classe chegou às conclusões abaixo:
- Autor do texto “SIM”: julga que a fantasia pode ser confundida com a realidade e que a violência presente no jogo pode interferir na vida.
- Autor do texto “NÃO”: julga que, na esfera lúdica, a fantasia não se confunde com a realidade, citando o exemplo de brincadeiras como “polícia e ladrão”.

9.ª etapa
Retome a proposta inicial da carta ao jornal. Lembre os alunos de que eles devem fazer referência à matéria já publicada, expressando seu ponto de vista em relação a ela. É possível acrescentar novos argumentos.

Avaliação
Organize uma tabela com alguns tópicos que permitem avaliar a produção escrita com a relação dos nomes dos alunos. Você pode avaliar se o ponto de vista do aluno é claro; se ele o sustentou com argumentos significativos; se o texto é coeso. Priorize apenas alguns quesitos nesta atividade. À medida que ler os textos, assinale se o tópico analisado não foi atingido conforme o desejável por cada um.

Ao final, a tabela permitirá um diagnóstico. Com base no que ela revelar, você pode propor atividades semelhantes ou a reelaboração da mesma atividade.

Comente


Língua Portuguesa

Sequência Didática Ensino Fundamental II

Como identificar efeitos de ironia ou humor em textos

Bloco de Conteúdo
Língua Portuguesa

Conteúdo
Leitura

Objetivos
Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Ler e interpretar piadas.
Usar sinais de pontuação para produzir sentidos.

Conteúdos
Elementos estruturantes do gênero piada.
Pontuação expressiva.

Anos
8º e 9º anos.

Tempo estimado
5 aulas.

Material necessário
Cópias de piadas, tirinhas, crônicas curtas e engraçadas, previamente selecionadas
Cadernos ou folhas avulsas de papel

Desenvolvimento
1ª etapa
Separe a turma em duplas e forneça a cada aluno uma piada para que seja lida em silêncio. Peça à turma que observe a pontuação e pense na entonação do texto. A piada é um gênero textual que, em geral, aborda temas proibidos ou “politicamente incorretos”. Por isso é decisivo que você escolha as piadas que serão trabalhadas na aula, evitando situações constrangedoras. Consultando alguns livros e sites, é possível preparar um bom repertório de piadas para essa atividade. Aqui estão algumas sugestões:

Livros
- POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análise linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
- NUNES, Max. Uma pulga na camisola: o máximo de Max Nunes. São Paulo: Cia da Letras, 1996.

Sites
www.asmelhorespiadas.com/
www.confiar.atspace.com/curtas_boas.htm